​​​​​​​Minha Jornada

Meu nome é Fabiana de Sá Cassar. Somos em 4 filhos, eu sou a terceira filha. ​​​​​​​


Mais ou menos quando estava com 27 anos comecei a ter dores no corpo, no meu maxilar, alguns tremores das mãos e fui procurar um reumatologista para ver o que estava acontecendo comigo.


Fui diagnosticada com Síndrome de Sjogren e com isso comecei a precisar tomar corticoides. Esse tratamento durou alguns anos. Resolvi mudar de médico e com isso foi descartado esse diagnóstico, não conseguindo fechar, a partir de então, nenhum outro diagnóstico, pois os resultados dos meus exames não fechavam o número de critérios necessários para poder afirmar se eu tinha lúpus, ou alguma síndrome. Com isso fui sendo tratada com o medicamento Plaquinol.


​​​​​​​Junto com tudo isso que foi acontecendo, descobrimos em 2003 que minha mãe tinha câncer de ovário. Ela iniciou um tratamento que perdurou por 10 anos com melhoras e recaídas.


Nesse período meu pai começou a adoecer também, sendo diagnosticado com câncer chamado Gist. A família foi adoecendo fisicamente e emocionalmente com tudo isso junto.

​​​​​​​Em 2012 engravidei e tive minha filha em outubro, nesse período meu pai se encontrava internado e minha mãe bem fraca. Minha mãe conseguiu vir para assistir ao nascimento de minha filha, mas logo depois precisou ser internada também. Não foi possível ter o apoio deles nesse momento, minha irmã me apoio o máximo que pode, mas o medo de perdê-los, a impossibilidade de ir visitá-los, pois eu estava em São Paulo e eles em Sorocaba, tudo isso fez com que meu puerpério fosse bem complicado, e acabei tendo depressão pós parto.

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Durante esse tempo fazia terapia para me ajudar a enfrentar tudo que estava acontecendo comigo e ao meu redor. Obtive muita ajuda da minha família e carinho de amigos.

Em maio de 2013 minha mãe veio a falecer, e em novembro de 2014 meu pai veio a falecer. Nesse período após a morte de meu pai, eu já havia trocado de médica novamente, e agora estava sendo tratada como se eu tivesse Fibromialgia.

Comecei a me sentir mal novamente com tonturas e mal estar e minha irmã encontrou um outro médico reumatologista. Junto com ele e com a terapia, fomos descobrindo que eu não tinha Síndrome nenhuma, não tinha Fibromialgia, e fomos retirando todos os medicamentos que eu tomava, e eram muitos, principalmente manipulados.

​​​​​​​Fui percebendo cada vez mais o quanto eu somatizava minhas dores e acabava tendo sintomas no meu corpo que me adoeciam.


Comecei a me interessar pela psicossomática por ver ela na minha própria vida, e quanto pode ser dolorido, demorado e dispendioso ir tratando doenças que na verdade não existiam em mim, mas existiam os sintomas.


 Fui me dedicando cada vez mais à Psicologia, ao cuidado com meus pacientes, cuidado esse aprendido lá trás com meus pais, e fui buscando me especializar cada vez mais, principalmente quando há dores da alma envolvidas.​​​​​​​

Ter um doente na família adoece toda ela, pois vivemos a doença e o cuidado, o stress que a doença causa, e quando vemos estamos dentro de um círculo vicioso não saudável.

​​​​​​​É preciso cuidar de cada um e principalmente da família para diminuir o sofrimento.

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